Autores:
Fernando T. Vaz, João Cabral, Filomena C. Silva, Paulo Kaku, João Rodrigues, Sara Pinto, F. E. Esperancinha.
Resumo:
Objectivos: Rever as características clínicas e a metodologia de abordagem de doentes com corpos estranhos (CE) intraoculares (IOc) e intraorbitários (IOr).
Métodos: Avaliação retrospectiva de 6 doentes com corpos estranhos intraoculares e 1 com corpo estranho intraorbitário.
Resultados: Dos 6 doentes com CEIOc, três tinham uma localização intracristalina, um encontrava-se no vítreo, e outros dois encontravam-se encapsulados na retina. Os corpos estranhos eram todos eles constituídos por materiais metálicos. Os CEIOc localizados no cristalino foram removidos, durante a extracção da catarata traumática; o CE localizado no vítreo junto à porta de entrada, foi removido com electroíman após prévio desbridamento da ferida escleral, e os 2 CEIOc encapsulados na retina foram removido por vitrectomia. Realizou-se orbitotomia para remoção do CEIOr.
Conclusão: A abordagem terapêutica de corpos estranhos intraoculares, e intraorbitários, deve ser individual e está dependente da extensão da lesão inicial, bem como das características e da localização do corpo estranho. Os autores pretendem com a apresentação destes 7 casos clínicos rever essa mesma metodologia de abordagem terapêutica.
Apresentado:
► no Curso pós-graduado de intoxicações e corpos estranhos, do Hospital Fernando Fonseca, na Amadora, Novembro de 2002
Apresentado2:
► no XLV Congresso Português de Oftalmologia no Funchal, Novembro de 2002