Autores:
Nuno Amaral, Susana Teixeira, Paulo Kaku, João Cabral, Mara Ferreira, F. Esperancinha
Resumo:
Introdução: Os melanomas da coroideia aparecem geralmente como massas nodulares elevadas e pigmentadas. Raramente pode ser difuso e aplanado. Com o tempo, podem romper a membrana de Bruch, e crescer para o espaço subretiniano, tomando uma forma típica de cogumelo. Podem ser fortemente pigmentados, não pigmentados ou conterem áreas melanocíticas e outras amelanocíticas. Por vezes apresentam também um pigmento alaranjado na sua superfície (lipofuscina).
A maioria dos melanomas é assintomatica e apresenta um diâmetro de 10 mm na altura do diagnóstico. Histopatologicamente podem ser de células fusiformes ou epilelioides, sendo a maioria do tipo misto.
Objectivo: Apresentar casos clínicos de melanoma, descrever a sua clínica e evolução. Descrever as dificuldades diagnósticas encontradas e demonstrar a importância de uma investigação rigorosa.
Material e métodos: Estudo de quatro casos clínicos de melanoma, em colaboração com outras especialidades, nomeadamente a anatomia patologica e imagiologia.
Conclusões: O melanoma da coroideia tem várias formas de apresentação clínica e histológica, estando estas relacionadas com o prognóstico da doença. A investigação clínica do doente com suspeita de melanoma deve de ser rigorosa e o diagnóstico definitivo só e feito pelo estudo histológico da peça operatória.
Apresentado:
no XLVII Congresso Português de Oftalmologia, em Viseu, Dezembro de 2004